Preso britânico quer ter direito a morrer de fome
Liverpool, Grã-Bretanha, 28 (AE-AP) - Um homem que cumpre pena de prisão perpétua por torturar e matar três crianças na década de 60 implorou à uma corte hoje (28) para que seja derrubada uma decisão de um hospital de segurança máxima que o força a se alimentar.
O assassino Ian Brady, de 62 anos, que está em greve de fome há cinco meses, disse querer o direito de morrer de fome, depois de 35 anos de cadeia.
"Não tenho o interesse em ser mantido vivo artificialmente através de uma alimentação forçada pelos próximos 20 ou 30 anos apenas para manter um exército de burocratas penais e carcerários recebendo altos salários", disse Brady em uma carta enviada à BBC.
Cerca de 30 policiais armados patrulhavam o prédio da corte de Liverpool enquanto Brady fazia sua primeira aparição em um tribunal em mais de três décadas. A audiência fechada teve duração de quatro horas.
Brady e sua namorada Myra Hindley, agora com 57 anos, foram sentenciados à prisão perpétua pelos assassinatos, em 1966, de Lesley Ann Downey, de 10 anos, e Edward Evans, 17. O par queimou suas vítimas e chocou a cidade de Saddleworth Moor, em Lancashire, no norte da Inglaterra.
Ele foi considerado culpado também pela morte de John Kilbride, de 12 anos.





