São Paulo, 16 (AE) - O primeiro perueiro acusado de pôr fogo em ônibus foi preso na noite de terça-feira, na zona sul. Jerônimo Santos Oliveira, de 22 anos, trabalhava como cobrador de uma perua clandestina, que havia sido apreendida numa blitz da São Paulo Transportes (SPTrans).
Ele foi levado para o 101º Distrito, no Jardim das Imbuias, na zona sul, para averiguações, depois do incêndio de um ônibus das Viação Ibirapuera, na terça-feira.
Horas mais tarde, Oliveira foi reconhecido no distrito pelo motorista do ônibus queimado, Elício Lima dos Santos, que estava registrando o boletim de ocorrência do caso. Desde janeiro, já são 19 os ônibus depredados na capital paulista.
Segundo testemunhas, o grupo de Oliveira ateou fogo no ônibus quando havia ainda cerca de 20 passageiros no veículo - alguns deles idosos.
O ônibus prefixo 57012, que faz a linha Jardim Eliana-Terminal Santo Amaro, foi atacado na Avenida Dona Belmira Marin, no Grajaú, zona sul. Não houve feridos e o fogo foi apagado por moradores e comerciantes da região.
O perueiro foi autuado em flagrante e está preso. O delegado Oswaldo Medina, titular do 101.º DP, terá mais dez dias para concluir o inquérito e tentar identificar os outros incendiários.
No distrito, ainda está em andamento outro inquérito sobre incêndios ocorridos em dois ônibus da Viação Bola Branca, no Grajaú. "Estamos investigando", afirmou o delegado.
O diretor de Operações da SPTrans, major Luís Flaviano Furtado
afirmou ontem que além das blitze, a empresa fará um levantamento de todos os pontos terminais de lotações clandestinas.
Os locais serão remetidos para as administrações regionais para que sejam tomadas providências administrativas.
Furtado comemorou o número de apreensões de peruas clandestinas registradas nos dois primeiros meses deste ano. Em fevereiro, já foram apreendidas 685 peruas (no mesmo período do ano passado foram 421). "É um número expressivo, que só conseguimos atingir por causa da intensificação das blitze."

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