Curitiba - Com base em dados do Departamento Penitenciário do Estado, o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) descobriu que pelo menos 24 presidiários têm o perfil de possíveis criminosos em série.
Para realizar a pesquisa, foram solicitados, no início de 2006, os prontuários de presos que cometeram crimes cruéis contra crianças, como tortura seguida de homicídio e estupro seguido de homicídio. Foram selecionados 144 presos de acordo com estes requisitos.
Um outro levantamento revelou que, de 263 crianças desaparecidas, entre 2003 e 2005, cinco foram encontradas mortas e, destas, três foram vítimas de possíveis criminosos em série. ''Com estas duas pesquisas, percebemos a necessidade de adquirir técnicas para conhecer melhor este tipo de criminoso.
O perfil serve para auxiliar nas investigações, para identificar e prender um criminoso ainda desconhecido'', afirmou a delegada Márcia Tavares dos Santos, que, na época, era titular do Sicride e trabalha atualmente na Assessoria Civil da Secretaria Estadual de Segurança Pública.
Os estudos foram debatidos durante o Seminário e o Curso Internacional de Técnica de Investigação Policial ministrado por agentes do FBI (Federal Bureau of Investigation) que está sendo realizado esta semana na Capital. A partir de agora, um banco de dados poderá ser montado no Paraná para catalogar este tipo de criminoso, suas características e modo de agir. A idéia das autoridades é
firmar convênios com outros Estados interessados em trocar informações.

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