Presidiários destróem cadeia
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segunda-feira, 16 de junho de 1997
Agência Estado Pereira Barreto 
Os presos da cadeia de Pereira Barreto, interior de São Paulo, se rebelaram ontem à tarde e destruíram 8 das 10 celas. Os detentos reivindicam transferências para outros locais, reclamam da qualidade da comida e da superlotação. A rebelião foi controlada por volta das 16 horas, mas até o início da noite de ontem os presos permaneciam no corredor. Policias militares e o Corpo de Bombeiros cercaram a cadeia, mas não houve invasão.
O juiz Luiz Antônio Salles de Abreu foi chamado para negociar, mas disse que o assunto não era com ele, pois a administração do presídio compete à Polícia Civil, não ao Judiciário. Ele disse também disse não ter sentido reclamar de superlotação, pois há na cadeia 52 presos e sua capacidade é para 45.
Durante toda a tarde o delegado assistente da seccional, Valmir Geraldo, esteve reunido com delegados da região tentando acertar remoções e atender as exigências dos presos. A maioria quer ficar perto da família ou em presídios da região.
Túnel Quinze presos da penitenciária Fernando Guilhon, em Santa Izabel do Pará (Região metropolitana de Belém), foram transferidos ontem devido à descoberta de um túnel que eles estariam fazendo. Segundo o diretor do presídio, Raimundo Silva, o túnel foi descoberto por guardas carcerários no sábado e alcançaria 150 metros. Os presos cavaram 28 buracos nas paredes e chegaram a fazer um sistema de ventilação improvisado com ventiladores.


