São Paulo, 26 (AE) - Os presidentes das montadoras estão reunidos neste instante para avaliar a proposta do governo para a renovação do acordo automotivo emergencial. Como teoricamente o IPI deveria subir a partir de hoje, as fábricas não faturaram veículos, aguardando o final das negociações com o governo. As partes devem fazer contatos telefônicos para tentar chegar a um entendimento até o final da tarde.
A maior resistência da indústria é atender à reivindicação do governo de que nenhum empregado seja demitido em 90 dias. As montadoras querem reduzir o prazo para 60 dias porque, se demitirem até o dia 30 de outubro, não terão que pagar benefícios extras previstos em véspera de dissídio coletivo. Governo e indústria chegaram a um consenso em relação à elevação de impostos. O governo queria elevar em um ponto percentual tanto a alíquota de IPI do carro popular como a do médio. Mas concordou em elevar somente o imposto do médio. Assim
o IPI dos modelos médios passarão de 20% para 21% e o dos populares permanecerá em 7%. Também hoje já deveria entrar em vigor a elevação do ICMS dos carros vnedidos em São Paulo, de 9 5% para 12%. Mas o governador Mário Covas também aguarda o final das negociações na esfera federal para decidir se mantém o tributo reduzido.
Outra questão não resolvida diz respeito ao período de congelamento de preços. O governo pediu que não sejam feitos reajustes nos próximos dois meses. Mas as montadoras argumentaram que não suportariam mais do que 45 dias. A renovação do acordo emergencial visa dar um fôlego às vendas de veículos enquanto governo e indústria concluem o programa de renovação da frota, que também prevê incentivos fiscais para a substituição dos carros velhos.

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