Presidentes de empresas aéreas criticam carga tributária
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terça-feira, 09 de novembro de 1999
por Gustavo Alves 
RIO, 9 (AE) - Os presidentes da Varig, Fernando Pinto, e da TAM, Rolim Amaro, chamaram a atenção hoje de manhã para a elevada carga tributária sobre a aviação brasileira, em entrevistas no Congresso Sobre Segurança de Vôo, promovido pela Flight Safety Foundation, no Hotel Sofitel Rio Palace. "Isso é mais importante do que fusão (entre empresas de transporte aéreo)", afirmou Pinto, ao lembrar que a incidência de impostos sobre o setor chega a 35%. Nos Estados Unidos, a cobrança chega a 8,5% sobre o faturamento. Amaro reclamou que os Estados e municípios têm liberdade para tributar como quiserem as empresas de aviação e disse que a falta de um regime tributário unificado nacionalmente prejudica o setor. Ele também defendeu que o governo brasileiro formule uma política setorial para a aviação. "Eventuais fusões seriam efeito disso", afirmou. No encontro, o representante do Departamento de Aviação Civil, brigadeiro Venâncio Grossi, afirmou que este ano o Brasil vai equiparar seus índices de segurança do vôo com os indicadores dos países com melhor desempenho na área.


