Brasília, 6 (AE) - Os presidentes da Brahma, Marcel Telles, e da Antarctica, Victorio de Marchi, estão neste momento reunidos com o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), Gesner Oliveira, para apresentar dados da fusão das duas empresas na American Beverage (AmBev). À sua chegada, de Marchi disse que as redes de distribuição das três marcas (incluída a Skol, que já era da Brahma) serão mantidas independentes e competindo entre si. Ele acredita que essa providência afastará os malefícios de uma eventual concentração muito elevada na produção de cervejas, porque, segundo ele, só 20% do preço da cerveja que está no mercado são formados na fábrica.
O presidente da Brahma, Marcel Telles, por sua vez, disse que as duas empresas são totalmente a favor do fim da exclusividade de venda nos postos revendedores. Além de afirmar que a fusão traz benefícios óbvios para o novo grupo, ele opinou que a junção das duas será benéfica também para os consumidores. Segundo sua análise, manter as redes separadas fará com que continuem competindo entre si, e esta competição pode manter os preços baixos.
Para mostrar que isso é possível - uma mesma empresa com dois competidores - , Telles lembrou que a Brahma sempre manteve os produtos da Brahma e da Skol separados. Tanto que a Skol superou a Brahma em vendas. Ele garantiu que cada supermercado será abastecido pelas três redes, em regime de competição. Sobre a idéia de baixar a alíquota de importação de cerveja para combater uma possível cartelização, Marcel Telles disse que não tem nada contra baixar a alíquota, contanto que haja a mesma regra para todos, ou seja, que também os insumos tenham redução de alíquota.

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