Arquivo/FLWasmosy falará com FHCO presidente do Paraguai, Juan Carlos Wasmosy, deverá reforçar o movimento criado por políticos e empresários de Foz do Iguaçu e Ciudad del Este para reivindicar o aumento da cota de compras com a isenção de impostos nos países integrantes do Mercosul (Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai). Atualmente esse limite é de US$ 150,00. O objetivo dos integrantes do movimento é elevá-lo para US$ 500,00.
Presentes a uma reunião em Ciudad del Este, em meados de agosto, os ministros Gustavo Diaz de Vivar (Integração) e Atílio Fernandez (Indústria e Comércio) garantiram que Wasmosy deverá defender a proposta em encontro com o presidente Fernando Henrique Cardoso. Os dois ministros receberam de uma comissão de empresários brasileiros e paraguaios relatório sobre a situação dos setores de turismo e compras na fronteira.
Esse documento reúne números sobre a queda nas vendas de Ciudad del Este e no movimento de turistas em Foz do Iguaçu. Segundo dados do Centro de Importadores e Comerciantes de Alto Paraná (Cicap), entidade que reúne os principais empresários da cidade paraguaia, o movimento caiu cerca de 60% desde a redução da cota - de US$ 250,00 para US$ 150,00 -, ocorrida em novembro de 1995. Em 95, o setor movimentava US$ 6 bilhões e, neste ano, o faturamento não deverá chegar a US$ 3 bilhões.
Segundo o presidente do Cicap, Charif Hammoud - dono da loja Monalisa -, com a redução da cota, boa parte dos brasileiros que compravam em Ciudad del Este passaram a viajar para Miami (Estados Unidos) atraídos pela cota de US$ 500,00 - permitida para as viagens aéreas. Empresários e governo paraguaios estão interessados em manter o dinheiro gasto em compras no exterior dentro do Mercosul.
A queda das vendas no Paraguai também refletiu-se em Foz do Iguaçu. Segundo levantamentos da Foztur, 2,4 milhões de turistas visitaram Foz em 1995. No ano seguinte, já com a cota reduzida, esse número caiu para 1,4 milhão.

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