Bogotá, 27 (AE-DOW JONES) - O presidente da Colômbia, Andrés Pastrana, e a cúpula das Forças Armadas do país deram hoje (27) por encerrada a crise criada com a renúncia do ministro da Defesa, Rodrigo Lloreda Caicedo. Governo e militares também divulgaram documento onde reiteram confiança e apoio para buscar os caminhos da paz.
Pastrana e o ministro interino da Defesa, Fernando Tapias Stahelin, reuniram-se por quatro horas em busca de soluções para a crise. Lloreda renunciou ontem porque discorda da desmilitarização por tempo indeterminado de uma região do país controlada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A região, grande produtora de cocaína, tem 42 mil quilômetros quadrados.
Rodrigo Lloreda disse hoje em Bogotá que existe um grande descontentamento nas bases militares porque há setores que se sentem abandonados pelo Estado. Visto como um dos homens mais influentes do atual governo, e com muito respeito entre os militares, a demissão de Lloredo representou um duro golpe na administração Pastrana. O ex-ministro disse que é partidário do processo de paz mas que tem reservas porque "todos os esforços têm sido feitos sem que as Farc correspondam positivamente".
Pastrana condicionou sua viagem amanhã ao México, para participar da reunião do Grupo do Rio, aos resultados de seus encontros com os militares na sexta-feira. O presidente está em Cartagena, ao norte da Colômbia, na XI Cúpula da Comunidade Andina de Nações (CAN).
Em declarações à Rádio RCN, um dos chefes das Farc, Luis Devia, disse que existem setores dentro do Exército contrários ao processo de paz do país. "Existem setores contrários dentro dos partidos Conservador e Liberal, assim como dentro do governo", acrescentou.

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