Presidente paraguaio descarta possibilidade de golpe
Assunção, 25 (AE-AP) - O presidente do Paraguai, Luis González Macchi, admitiu nesta terça-feira (25) a existência de sérios problemas econômicos mas descartou a possibilidade de um golpe similar ao ocorrido na semana passada no Equador, quando caiu o presidente Jamil Mahuad.
"O Equador estava com uma inflação de 65% enquanto nós só temos 5%. Não é o mesmo problema econômico", disse González Macchi no povoado de Curuguaty, cerca de 280 quilômetros ao norte de Assunção.
Ele acrescentou que "a crise no Equador foi lamentável, mas é pouco provável que algo similar ocorra aqui. Preocupa-nos os problemas que temos com milhares de compatriotas camponeses e indígenas que vivem na pobreza mas estamos trabalhando para sanar a situação".
O Paraguai passa por uma de suas piores crises sociais dos últimos 50 anos. O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial recomendaram ao governo a implementação da reforma do estado, com a venda das empresas públicas deficitárias por ele administradas.
Entre elas figuram os serviços de água, luz, telefone, comercialização de produtos derivados do petróleo e a empresa produtora de cimento.





