Jacarta, 13 (AE-AP) - O presidente indonésio Abdurrahman Wahid ordenou uma grande reformulação nas hierarquias militar e burocrática do país nesta quinta-feira (13), substituindo o porta-voz das forças armadas, que desafiou sua autoridade, assim como diversos titulares de vargos civis do alto escalão.
Conversando com jornalistas no palácio presidencial, Wahid disse que o porta-voz do exército, major-general Sudradjat, foi substituído pelo marechal da força aérea Graito Husodo.
Sudradjat, um crítico de Wahud, disse ao jornal Republika na semana passada que o presidente não tinha o "direito de interferir em assuntos internos do exército", apesar de a constituição reconhecê-lo como comandante-em-chefe.
Em Ambon, pelo menos sete pessoas morreram e dezenas ficaram feridas na mais recente rodada de violência entre muçulmanos e cristãos, que já causou 50 mortes esta semana, disseram hoje testemunhas e autoridades locais.
O general Max Tamaela, comandante militar indonésio na região, disse que os conflitos ocorreram na cidade de Masohi, na ilha Seram, a cerca de 2.600 quilômetros de Jacarta.
Soldados em serviço na cidade encontraram os corpos de cinco pessoas mortas ontem, mas os habitantes afirmam que um cristão e um muçulmano também foram esfaqueados e morreram.
De acordo com Makadava Doran, moradora de Masohi, a maior parte da cidade está em chamas ou já foi destruída.

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