Presidente em exercício da CNI critica projeto contra pobreza
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quarta-feira, 04 de agosto de 1999
Por Mônica Ciarellil 
Rio, 05 (AE) - O presidente em exercício da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Moreira Ferreira, criticou hoje o projeto de combate à probreza lançado pelo presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Segundo ele, a solução da questão é o crescimento econômico e não a criação de fundo destinado ao combate e à errradicação da pobreza.
"Essa história de fazer assistêncialismo através de medidas tópicas não funciona", ressaltou. O presidente contestou a eficácia do projeto, afirmando que a "simples criação de um fundo não resolve o drama dos pobres no Brasil".
Ferreira ponderou que o Brasil precisa investir na retomada do desenvolvimento econômico, fator fundamental para que o País possa diminuir a taxa de desemprego nos próximos meses. Outro ponto importante é a aprovação das reformas constitucionais, como a tributária e a do Judiciário e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo ele, a superação das dificuldades econômicas vai depender da velocidade com que o Congresso trate as discussões em torno das reformas este ano. "É melhor investir em reformas do que ficar procurando novos impostos para lançar", afirmou Ferreira. "Chega de criar-se imposto no Brasil; se isso fosse bom, não teria esse nome." O presidente em exercício lembrou que um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) revelou que o Brasil teria mais 2,6 milhões empregados se essas três reformas tivessem sido aprovadas pelo Congresso. "Sem uma mudança no sistema tributário brasileiro, fica impossível para as companhias brasileiras competirem com as estrangeiras", afirmou.


