Brasília, 19 (AE) - O presidente eleito do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Velloso, reagiu há pouco às críticas que lhe dirigiu hoje o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), por ter feito restrições à realização da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário. Velloso, respondendo à indagação do senador sobre a possibilidade de o ministro vir a se transformar num "patrono forte da impunidade", afirmou, em nota distribuída pela Assessoria de Imprensa: "Não! A impunidade não vai ganhar um patrono forte. Ao contrário, a minha posição sempre foi pela punição de quem viola a lei ou a Constituição, e lugar de corrupto, seja quem for, juiz ou parlamentar, é na cadeia." Em relação a denúncias envolvendo parlamentares, Velloso disse: "Aproveito a oportunidade para solicitar ao senador Antonio Carlos que ponha o seu prestígio em favor da desnecessidade de licença para o processo e julgamento de parlamentar que haja praticado crime comum." Velloso acrescentou que pretende "lutar" por uma "Justiça ágil, prestação jurisdicional a tempo e modo, Poder Judiciário independente, é o que deseja a sociedade e constitui aspiração dos juízes brasileiros".

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