São Paulo, 23 (AE) - O juiz presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, Floriano Vaz da Silva, admitiu hoje a existência de casos de nepotismo envolvendo funcionários do órgão. Ele disse que já informou o Ministério Público Federal
por meio de ofício, a respeito das contratações de 11 funcionários do TRT que teriam parentesco com juízes e integrantes do Tribunal.
Vaz atribuiu os casos a "brechas legais", que permitem as contratações. Segundo ele, os fatos são anteriores à Lei do Nepotismo (Lei 9.421/96), de dezembro de 1996. "Sou favorável à retroatividade da lei", afirmou o presidente do TRT. Ele informou que o Ministério Público Federal está preparando uma ação para obrigar o Tribunal a exonerar os funcionários contratados irregularmente.
"Esposa de juiz" - Vaz disse também que determinou a exoneração da esposa do juiz do TRT Sérgio Winick, que trabalhava como assessora do juiz Antônio José Teixeira de Carvalho. "Agora temos um caso a menos", afirmou.
O presidente do TRT, que tomou posse em 15 de setembro do ano passado, argumenta que as contratações envolvendo parentes de funcionários do órgão foram anteriores à sua posse no cargo.

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