São Paulo, 31 (AE) - O presidente do Tribunal de Justiça
Márcio Marques Bonilha, recebeu hoje em seu gabinete um grupo de ex-funcionários do Mappin, que estão acampados em frente ao Fórum Civil de São Paulo e protestam contra a decisão do desembargador Mohamed Amaro, que mandou relacrar duas lojas da rede falida, no Itaim e Praça Ramos.
Bonilha disse que "lamenta as consequências da decisão", mas que não tem poder para interferir na decisão dos desembargadores. Ele afirmou que vê "o aspecto social" mas ressalvou que isso é "da índole de cada um". Prometeu empenhar-se em dar rápido processamento para qualquer recurso que venha a ser interposto para reverter a decisão.
Nos meios jurídicos considera-se que a decisão do desembargador Amaro tem grande possibilidade de ser anulada, por falta fundamentação. O fechamento das duas lojas, além de impedir a recontratação de 834 funcionários poderá ainda afugentar quatro grupos interessados em reativar dez lojas Mappin fechadas desde o dia 29 de julho, quando a falência da empresa foi decretada.

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