São Paulo, 05 (AE) - Os presidentes nacional, senador Jorge Bornhausen (SC), e regional do PFL de São Paulo, Cláudio Lembo, e o deputado federal Gilberto Kassab (PFL-SP), estiveram hoje pela manhã no Palácio dos Bandeirantes para discutir com o governo a sucessão municipal, em outubro de 2000. "Acho que começou o andamento de algo que pode acontecer ou não em outubro de 2000", disse Lembo, referindo-se a uma possível coligação para a disputa municipal.
"Temos de reformular a linguagem política de São Paulo, que, atualmente, está num nível muito baixo", afirmou.
Bornhausen esteve reunido com o governador Mário Covas (PSDB) por cerca de 15 minutos. Mas Lembo e Kassab foram recebidos pelo vice-governador Geraldo Alckmin Filho (PSDB), num encontro que durou cerca de duas horas.
Às vesperas do encontro, Covas insistia que o tema principal da "visita de cortesia" seriam as grandes questões nacionais. As lideranças pefelistas avaliam de outra forma.
O PFL pretende ter candidatos próprios na disputa eleitoral nas principais capitais e, entre os cotados, estão o senador Romeu Tuma (SP), o deputado federal Luiz Antonio de Medeiros e o ex-deputado Guilherme Afif Domingos. O apoio a um nome tucano, no entanto, não está afastado. "Não defendemos nenhum nome, mas o vice-governador Alckmin e o deputado federal Arnaldo Madeira (líder do governo na Câmara dos Deputados, do PSDB de São Paulo) são homens preparados para servir São Paulo"
disse Lembo.
Na prática, está dando-se continuidade à costura política regional PSDB-PFL, iniciada pelo presidente do Congresso senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), há cerca de duas semanas, visando a unir forças para a disputa de 2000. O PFL rejeita a alternativa PPB, vinculado ao ex-prefeito Paulo Maluf e aos recém-cassados Vicente Viscome, ex-vereador, e Hanna Gharib, ex-deputado estadual. Também não interessa a aproximação com o prefeito Celso Pitta (sem partido), ex-afilhado político e secretário de Maluf.
"A aproximação com o PPB está descartada a nível regional e, acredito que também em âmbito federal; e o apoio a Pitta é uma manifestação pessoal, não uma orientação partidária", disse Lembo. Para selar o rompimento e sintonizar uma futura parceria, novos encontros serão agendados. Em agosto, Covas deve receber o vice-presidente Marco Maciel. Antes disso, Lembo e outras lideranças regionais do PFL. "Ou se faz uma aproximação total ou o Brasil se torna ingovernável", afirmou Lembo.

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