Presidente do Paraguai recusa-se a prender Oviedo
Assunção, 05 (AE-REUTERS) - O presidente paraguaio, Raúl Cubas
recusou ordem de prisão emitida nesta sexta-feira (05) pelo presidente da Corte Suprema de Justiça do Paraguai, Wildo Rienzi
dando prazo de 72 horas para que a sentença de 2 de dezembro do tribunal, ordenando a prisão de seu mentor político, o general da reserva Lino César Oviedo, fosse cumprida.
"O presidente constitucional da República do Paraguai não está subordinado ao presidente da Corte Suprema da Justiça", expressou categoricamente Cubas em carta de contestação enviada a Rienzi. De acordo com a Constituição do país, Cubas pode ficar sujeito ao impeachment se insistir em desobedecer a uma ordem do Judiciário.
Oviedo foi condenado a 10 anos de prisão pela tentativa de golpe de Estado que liderou em 1996. Um decreto de Cubas, porém, libertou o general três dias depois de o presidente ter tomado posse, em 15 de agosto. A Corte Suprema anulou o decreto, considerando-o inconstitucional, e ordenou que Oviedo fosse devolvido à prisão para cumprir o resto da pena.
O general da reserva, apoiado por milhares de partidários, exigiu a renúncia dos juízes da Corte Suprema que votaram pelo retorno dele à prisão. Bombas incendiárias foram lançadas contra a residência de alguns membros do tribunal nas últimas semanas, em atentados atribuídos aos seguidores do general.
Ainda hoje, Cubas fez um pronunciamento à nação, em cadeia de rádio e televisão, denunciando uma conspiração para destituí-lo do poder por parte "de poucos e enriquecidos seguidores" do governo do ex-presidente Juan Carlos Wasmosy, que se encontram nos poderes Judiciário e Legislativo.





