Brasília, 16 (AE) - O presidente do HSBC no Brasil, Michael Geoghegan, encerrou há pouco a exposição aos senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Financeiro
de cerca de 40 minutos, sobre a incorporação do Banco Bamerindus pela instituição inglesa. Aos 12 senadores presentes à CPI - dos 27 que a compõem -, o executivo pediu desculpas pela dificuldade em falar o português e leu um texto no qual faz um histórico do HSBC, que foi criado em 1875 e hoje possui ativos de US$ 483 bilhões e patrimônio líquido de US$ 41 bilhões. Ele informou que o banco foi consultado no fim de 1996 sobre o interesse em assumir o controle do Bamerindus e se manifestou positivamente, pois tinha interesse estratégico em atuar na área do Mercado Comum do Cone Sul (Mercosul). O executivo informou também que as negociações só se tornaram concretas a partir de março de 1997. Disse que, durante essa fase de negociações, o HSBC não teve acesso aos livros contábeis do Bamerindus para avaliar os ativos e passivos do banco. Quando a operação de incorporação do Bamerindus foi concretizada, o HSBC não recebeu qualquer recurso do Proer, segundo Geoghegan. Ele disse que isso ocorreu apenas entre o Banco Central (BC) e a parte do Bamerindus em liquidação. O HSBC teve de aportar US$ 960 milhões em 26 e 31 de março de 1997, que equivaliam, na época, a R$ 1,17 bilhões. O HSBC teria assumido uma parcela do Bamerindus composta por R$ 11 bilhões de passivos com o público em geral e outros R$ 11 bilhões em ativos formados por recursos em caixa, títulos, aplicações, imóveis e participações acionárias, entre outros. O presidente do HSBC disse que o banco está disposto a realizar investimentos de longo prazo no Brasil. "Viemos para realizar uma maratona, e não para correr uma corrida de cem metros."

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