Rio, 12 (AE) - O presidente do Banco FonteCindam, Luiz Antonio Gonçalves, deverá repetir no depoimento, amanhã (13), à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bancos, o que disse à Polícia Federal (PF): não houve irregularidade no socorro recebido do Banco Central (BC) pela instituição. Segundo o advogado de Gonçalves, Técio Lins e Silva, a postura do cliente será a de responder a todas as perguntas e colaborar com as investigações. "Não haverá nada de espetacular no depoimento dele", adiantou.
Ele vai reafirmar aos senadores que não esteve em Brasília para negociar a ajuda do BC, mas, sim, conversou por telefone, em 13 de janeiro, com o então presidente da instituição, Francisco Lopes, que o encaminhou ao ex-diretor de Fiscalização Cláudio Mauch. "A partir daí, as negociações foram entre os técnicos do Banco Central e os do FonteCindam", disse Silva. O advogado considerou bom para Gonçalves o fato de o depoimento ter ficado para depois das declarações na CPI do ex-diretor de Assuntos Internacionais do BC Demósthenes Madureira Pinho Neto. "Ele foi o primeiro a esclarecer, de forma convincente, o que era o risco sistêmico e como foi a operação", elogiou.
Niterói - A PF de Niterói, na Grande Rio, vai abrir inquérito para investigar o furto ocorrido no fim de semana, na casa do diretor da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Delecoie) da corporação no Rio, Eduardo da Matta. É a Delecoie que está investigando o caso do Marka e do FonteCindam. Matta mora em Icaraí, Niterói, e passou o sábado (08) e o domingo (09) fora de casa, com a família. Ao voltar, encontrou a casa revirada - mas, apesar de haver objetos de valor, foram levadas apenas duas escopetas calibre 12 e uma pequena quantidade de jóias.
O delegado deu queixa na 77ª Delegacia de Polícia (Icaraí), mas a PF decidiu abrir um inquérito. Segundo informou a Assessoria de Imprensa da PF, como existe a possibilidade de o furto estar vinculado à atividade profissional de Matta, o caso será investigado pelo órgão.
Hoje, o juiz da 31ª Vara Cível do Rio, Carlos Eduardo Moreira da Silva, aceitou o protesto judicial encaminhado por cotistas dos fundos de investimento Marka Nikko Asset Management
contra a alienação de bens em nome do Marka, do dono do banco, Salvatore Alberto Cacciola, e do acionista e administrador do Marka Nikko, Francisco de Assis Moura de Melo.

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