Porto Alegre, 25 (AE) - O presidente do PSB no Rio Grande do Sul e secretário dos Transportes do governo gaúcho, Beto Albuquerque, rejeitou hoje a proposta de fusão entre o partido e o PDT, negociada nos últimos meses entre o ex-governador de Pernambuco e presidente nacional socialista, Miguel Arraes, e o presidente nacional pedetista, Leonel Brizola. "Não há ambiente para este tipo de discussão dentro do PSB", afirmou Beto Albuquerque, que também é deputado federal eleito e secretário nacional do partido.
O secretário disse ainda que não tinha conhecimento sobre as conversas mantidas entre Arraes e Brizola para formar o Partido Trabalhista Socialista (PTS). A proposta de fusão pode aumentar o mal-estar entre os socialistas gaúchos, que, em 1998, haviam criticado a demora da direção nacional do partido em fechar com a candidatura do presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, à Presidência da República.
De acordo com Beto Albuquerque, o argumento de que a unificação é necessária, diante da proposta de reforma política em tramitação no Senado, não se sustenta porque, nas últimas eleições, o PSB alcançou o índice de 5,6% do eleitorado brasileiro. Pela "cláusula de barreira" contida no projeto de reforma, um partido só teria acesso ao Legislativo com um porcentual mínimo de 5%.
"Estamos, inclusive, trabalhando na elaboração de uma proposta alternativa aos projetos do governo que visam a extinção do pluripartidarismo e o esvaziamento do sistema representativo", afirmou Beto Albuquerque. Segundo ele, a prioridade do PSB é lutar pelo fortalecimento nas eleições de 2000 e 2002, e "qualquer discussão neste momento, que considere a fusão, é um desserviço à luta prioritária."

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