Presidente do Corredor Atlântico diz que divergências são normais
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terça-feira, 21 de setembro de 1999
Por Gustavo Alves 
Rio, 22 (AE) - O presidente do Corredor Atlântico do Mercosul, Paulo Vivacqua, afirmou hoje, em seminário na Câmara de Comércio Americana, que as divergências entre o Brasil e a Argentina são normais na formação de um bloco econômico. "São fricções normais que aconteceram na União Européia", lembrou Vivacqua.
O Corredor Atlântico é uma entidade sem fins lucrativos que tem o objetivo de incentivar o transporte marítimo pela costa do Uruguai, Argentina e Paraguai, para a redução de custos de transporte, afirmou Vivacqua. Segundo o engenheiro especializado em transportes (trabalhou na organização das ferrovias Norte-Sul e no Corredor Centro-Leste), o principal custo da integração deste mercado hoje é o de transporte.
A causa, afirmou Vivacqua, é a ênfase dada à movimentação de cargas por caminhão e ferrovias, e o esquecimento da rede de portos do litoral dos três países. Segundo Vivacqua, caso o transporte marítimo não seja ativado, a Aliança de Livre Comércio das Américas (Alca), bloco organizado pelos Estados Undos na América do Norte, pode aproximar-se do Nordeste, que passará a ter mais comércio com aquele continente do que com os países sul-americanos, como já acontece com países com a Colômbia e Venezuela.
"Com o caminhão prevalecendo entre nós, a vinda da Alca vai atrair os negócios do Nordeste", avisou. O presidente do Corredor Atlântico afirmou que, atualmente, ele já funciona em 25 cidades do Brasil, Uruguai e Argentina, e, no Brasil, conta com o apoio do vice-presidente Marco Maciel.


