São Paulo, 06 (AE) - O presidente do Conselho Federal de Economia, Antônio de Côrrea de Lacerda, considera positiva a escolha do presidente do Grupo Camargo Corrêa, Alcides Tápias, para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. "Ele é um executivo que tem experiência acumulada não só no setor financeiro como no setor produtivo." Por conta desse passado, Lacerda acredita que Tápias tem uma visão sistêmica da economia brasileira e poderá contribuir muito para a implementação de uma política de desenvolvimento.
Quanto à possível incompatibilidade entre quem vai ocupar a pasta do Desenvolvimento e o titular da Fazenda, o ministro Pedro Malan, na visão de Lacerda, não existe contraposição entre a estabilidade e o desenvolvimento. "Precisamos garantir a estabilidade e criar as condições para o desenvolvimento", ressalta o economista. O presidente do Conselho Federal de Economia explica que uma política voltada para o desenvolvimento não significa abrir mão do rigor fiscal e monetário. Ele diz que as economias modernas têm usado políticas públicas como indutoras do desenvolvimento e cita países que adotaram essa estratégia, como Estados Unidos, Itália, China e países asiáticos. "A tarefa do desenvolvimento não pode ser deixada só para o mercado; o Estado tem de ter uma atuação."

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