Presidente do Consed diz que falta sensibilidade
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quinta-feira, 09 de setembro de 1999
Por Demétrio Weber 
Brasília, 10 (AE) - O presidente do Conselho Nacional de Secretários da Educação (Consed), Éfrem Maranhão, cobrou hoje "mais sensibilidade" da área econômica ao analisar projetos de ensino. "A área econômica encara como custo algo que representa uma perspectiva de desenvolvimento", disse Maranhão, defendendo a liberação de recursos para a reforma da educação profissional.
"A reforma só poderá ser feita se houver financiamento", observou, informando que diversos Estados ainda não deram início a projetos do Programa de Expansão da Educação Profissional (Proep) por falta de verbas. "Não vamos corrigir as desigualdades nem sair da miséria sem educação", afirmou Maranhão, que é secretário em Pernambuco e presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE).
Segundo o presidente da Câmara de Educação Básica do CNE
Ulysses Panisset, o sistema de ensino técnico apresenta demanda crescente no País. Afinal, postos de trabalho disputados por quem tem formação técnica chegam a pagar melhor salário do que os reservados a quem ostenta um diploma universitário. "Muita gente vai para a universidade e depois fica desempregada", disse Panisset.
Em outubro, o CNE deverá aprovar as Diretrizes Curriculares para a Educação Profissional, que vão abranger cerca de 20 áreas e substituir os currículos mínimos. "Queremos permitir uma formação mais flexível", afirmou o presidente da Câmara de Educação Básica.


