Presidente do Citigroup condena idéia de restringir estrangeiros no Banespa
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segunda-feira, 10 de abril de 2000
Por Rodney Vergilli 
São Paulo, 11 (AE) - O presidente mundial do Citigroup, San Ford Weill, disse hoje ser uma questão "paroquial" discutir a restrição do capital estrangeiro no leilão de privatização do Banespa. Segundo ele, quando uma instituição estrangeira compra uma doméstica ele passa se tornar um banco local, seguindo as regras do País. Além disso, não é possível levar uma filial no bolso para o exterior em caso de uma crise, disse San Ford.
Ele observou que na Inglaterra praticamente não existem bancos ingleses e o mercado local é solido e respeitado no mundo inteiro. A economia americana também tem se beneficiado da abertura do seu mercado financeiro. Segundo ele, o Brasil tem apresentado resultados fantásticos com a expectativa de uma inflação de apenas 6% este ano e a prioridade mundial do Citigroup.
Financiamento - O presidente do Citibank Brasil, Alcides Amaral, disse que os bancos brasileiros não precisam de financiamento governamental para participarem do leilão de privatização do Banespa, mas caso eles tomem recurso do Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES), conseguirão os recursos mais baratos do mundo. Ele fez um cálculo tendo como base uma taxa de juros de longo prazo do financiamento do BNDES de 11% ao ano. Segundo ele, caso o Citibank traga recursos para o País para comprar o Banespa, pagará uma taxa de referência (libor) de um ano com juros de 6,9% e a crescente desvalorização cambial de 5% neste ano e o imposto de renda para remessa de 15% pagará um juro superior ao que os bancos nacionais teriam no financiamento do BNDES (11%).
Amaral disse que o forte interesse da instituição em participar do leilão de privatização do Banespa. Ele disse em coletiva que visa comemorar os 85 anos de presença da instituição no Brasil que o objetivo do banco é ampliar a sua participação no varejo e que a instituição não ficará parada se perder o leilão do Banespa. William Rhodes, vice-chairman do Citigroup, disse que a instituição prioriza o Brasil como número um entre os países emergentes. Segundo ele, o banco deve aumentar a participação no mercado por meio de um programa de aquisições e também com a utilização de Internet e comércio eletrônico.


