Brasília, 26 (AE) - O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Waldir Paiva Mesquita, atribui a uma "briga empresarial e comercial" as denúncias feitas contra ele pela proprietária do Canal Médico, Vera Lúcia Ferreira Viana. O presidente do CFM anunciou hoje que vai processá-la por calúnia e difamação. Vera apresentou ao Tribunal de Contas da União (TCU) acusações de desvio de dinheiro contra a direção do CFM.
Mesquita diz que a empresa de Vera foi contratada pelo conselho para produzir programas de atualização médica. Esses programas seriam exibidos em um canal fechado da Tecsat, concessão adquirida por 15 anos a um custo de R$ 4 milhões. Mesquita diz que Vera, por ficar encarregada da produção, também assinou o contrato entre o CFM e a Tecsat. Segundo ele, Vera começou a comercializar o programa e a empregar "indevidamente" o nome do CFM. "Foi o início da desavença", conta Mesquita.
Ele afirma que uma sindicância interna e uma auditoria externa já foram realizadas para checar as denúncias e "nada encontraram". Vera também foi interpelada judicialmente, mas diante da Justiça ela não teria confirmado as denúncias. De acordo com Mesquita, Vera integra o grupo de oposição à sua administração e estaria agindo movida por interesses eleitoreiros, porque nos dias 10 a 12 de agosto serão escolhidos os novos conselheiros federais.

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