Presidente do Ceal defende necessidade de diretriz
Londrina - Maria Clarice de Oliveira Rabelo Moreno, presidente do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), considera que as discussões sobre o eixo viário do Plano Diretor estão chegando a "um denominador comum". Representantes do Ceal e do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) têm participado de reuniões sobre o assunto.
"Todo plano viário é sujeito a melhorias. Mas, para sair dessa crise em que estamos, em que não temos nem o antigo nem o novo, estamos chegando a uma solução adequada", afirma. "Eu acredito que as leis (do Plano Diretor) que estão sendo discutidas agora têm muita visão técnica. Claro que sempre tem uma discussão política em cima, mas essa é uma interface que tem de existir."
A respeito das mudanças viárias previstas para a Região Central, ela argumenta que "é difícil falar em maior ou menor gargalo". "Mas nós temos esses problemas que têm de ser resolvidos, para não chegarmos a uma situação parecida com a de São Paulo, onde as pessoas ficam horas no trânsito", pondera.
Sobre o fato de a maioria das obras do eixo viário do Plano Diretor de 1998 nunca ter saído do papel, Maria Clarice defende que é necessário ter uma diretriz. "Quando envolve desapropriações, há a consciência de que não será algo a curto prazo, pela necessidade de alocação de recursos. Mas tem de haver previsão", diz a presidente do Ceal. (F.G.)





