Bilbao, Espanha, 28 (AE) - O presidente do Banco Bilbao Viscaya, BBV, Emilio Ybarra, reafirmou sua confiança nos países da América Latina ao defender diante de seus 2.500 acionistas reunidos neste fim de semana, em Bilbao, as fortes inversões feitas por esse banco no continente. Mesmo sabendo que no mesmo momento algumas centenas de empregados do banco protestavam diante do moderno Palácio Euskalduna (recentemente inaugurado na cidade) , contra a redução do nível de emprego na Espanha em beneficio de outras frentes no exterior, o presidente Ybarra afirmou: " Temos investido ali , porque estamos seguros do crescimento futuro da região, a médio prazo, independente das conjunturas". Ele se referia à crise brasileira e suas eventuais consequências nos demais países, tendo reafirmado também a linha estratégica de seu banco para o futuro que será a de "melhorar e ampliar a posição atual, tanto por meio de crescimento orgânico como por aquisições".
Dessa forma , o presidente do BBV deixou claro que mesmo tendo intenção consolidar as aquisições já feitas anteriormente, outras poderão ocorrer. "Aquisições num mercado flutuante como é o da América Latina não podem ser descartadas", acrescentou.
Também o vice-presidente do banco, Pedro Luis Uriarte, manifestou-se no mesmo sentido, lembrando que o BBV já tem nessa zona 25% do ativo em virtude de uma operação em que se investiu 380.000 milhões de pesetas. Para que se tenha uma idéia, Uriarte revelou para justificar diante dos acionistas os frutos de suas aplicações na América Latina, que as margens de exploração das operações no continente durante 1998 foram maiores do que as de todo o grupo BBV em 1995, operações que deram 43 % de margem de exploração ao grupo.
Apesar de ter reafirmado sua estratégia latino- americana, o presidente Emilio Ybarra, fez questão de chamar atenção para o fato de que a Espanha é o mercado de origem do banco, base do seu negócio. Isso significa, segundo afirmou, um forte crescimento interno que pode implicar também em novas aquisições, inclusive em fusões, uma clara alusão a uma possível união com outra entidade bancária espanhola.
Mais adiante, o presidente do BBV disse : " Para criar valor, tamanho só não chega", lembrando o que ocorreu com alguns grandes bancos japoneses e europeus. Segundo a filosofia do banco destacada por Ybarra " uma boa fusão pode ser melhor do que uma aquisição, mas uma boa aquisição, ou simplesmente o crescimento interno, pode ser melhor do que uma má e precipitada aquisição".
Como se sabe, a previsão de beneficio do BBV este ano é de um aumento de 20%, após de ter obtido em 1998 um beneficio consolidado de 163.627 milhões de pesetas , quase 1.000 milhões de euros, um crescimento em relação ao ano anterior de 25 %. Seu objetivo é o de tornar-se até o ano 2000, o terceiro grupo bancário na América Latina.

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