São Paulo, 29 (AE) - O presidente da Associação dos Camelôs Independentes de São Paulo, Gilberto Monteiro da Silva, afirmou nesta segunda-feira (29) que era extorquido por funcionários do gabinete do então vereador Hanna Garib.
A extorsão seria praticada por um funcionário identificado como Libânio, que está foragido da polícia. O depoimento de Silva foi prestado hoje na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fiscais.
"O Libânio dizia que, se eu não colaborasse com ele, iria sofrer represálias", declarou Silva. Ambulante desde 1992, Silva é acusado de ter "loteado" o Viaduto Santa Ifigênia e cobrar propinas dos ambulantes.
Segundo ele, a associação foi fundada para prestar segurança aos camelôs. No início, era cobrada uma taxa simbólica de cerca de R$ 1,00 por semana. "Depois que eu comecei a ser acharcado o valor subiu para até R$ 25,00", afirmou.
Além de Libânio, os ambulantes eram extorquidos por fiscais da Administração Regional da Sé. Entre eles, segundo Silva, se incluía o chefe do "rapa" Pierre Saloum, que teria sido nomeado na regional por influência de Garib.
Ele também denunciou o ex-administrador regional da Sé João Bento, por suposto envolvimento no esquema de cobrança de propinas. Apenas para Saloum seria entregue cerca de R$ 1 mil por semana.

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