Presidente de Alanac aponta o poder dos laboratórios
Presidente de
Alanac aponta o poder
dos laboratórios
A estratégia do presidente da Alanac, Fernando de Castro Marques, durante seu depoimento à CPI dos Medicamentos foi bastante clara: apontar o poder e as estratégias dos laboratórios estrangeiros. Mas quando interpelado sobre quais as sugestões para melhorar, para os consumidores, o mercado de medicamentos no Brasil, ele respondeu apenas que isso será possível com a entrada dos genéricos.
Quando questionado sobre o quanto os laboratórios nacionais investiram em propaganda, ele respondeu que não tinha nenhum levantamento e que isso variava de acordo com a estratégia de mercado de cada empresa. Sobre o envio de remédios para os médicos, além de pagamentos de despesas de viagens para congressos, o presidente da Alanac apenas considerou que isso faz parte dos recursos utilizados para difusão dos novos medicamentos. Por isso, o presidente da CPI, Nelson Marchezan, afirmou que, apesar do esforço para mostrar as profundas diferenças com as empresas estrangeiras, na questão de preços a prática é a mesma.
Quando o deputado Robson Tuma sugeriu que os laboratórios nacionais poderiam abrir suas contas, para provar que não tinham nada a esconder, ele respondeu que isso poderia causar um desconforto. E acrescentou: Em termos de legislação, não há o que fazer, pois estamos vivendo em um país com liberdade de preços. (E.A.)





