Presidente Wenceslau, SP - O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, disse ontem, em depoimento à Polícia Civil, que desconhece a formação de milícias armadas no Pontal do Paranapanema. Ele foi ouvido pelo delegado seccional de Presidente Wenceslau, Dirceu Urdiales, no inquérito que apura a contratação de 15 seguranças armados com fuzis e escopetas por um fazendeiro da região. A milícia foi mostrada pela reportagem fazendo exercícios de tiros numa fazenda do Pontal.
As polícias Civil e Federal tentam descobrir onde se encontra o arsenal. Nabhan disse que a entidade tem orientado os associados para que não se excedam no direito de defesa da propriedade. ''Sabemos que alguns mantém armas para a defesa de suas famílias, mas são armas registradas e de porte legal. Ele disse que, pelas fotografias de jornais e imagens exibidas pela televisão, não é possível identificar o local.
Comentando as declarações do dirigente estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Gilmar Mauro, sobre a demora nas investigações das milícias armadas, Nabhan disse que o líder dos sem-terra tenta inverter os papéis. ''Quem age na ilegalidade não são os produtores rurais, mas as facções criminosas que invadem propriedades alheias, depredam e destroem.'' Também foi ouvido o presidente do Sindicato Rural de Presidente Wenceslau, Almir Soriano, ex-presidente da UDR. Soriano também negou ter conhecimento da ação de milícias armadas.

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