São Paulo, 13 (AE) - O presidente da Associação Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (NTC), Romeu Luft, afirmou que o roubo de cargas e caminhões é atualmente o maior problema dos empresários do setor. Segundo ele, a formação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico foi um avanço, já que ficou provado que as quadrilhas de roubo de cargas têm conexão com o tráfico de drogas.
Luft acha que não será possível combater o roubo de cargas sem atacar o receptador de mercadorias roubadas. "Precisamos de um combate brutal à receptação", diz ele. De acordo com o presidente da NTC, o roubo de cargas e caminhões é sempre praticado por quadrilhas muito bem organizadas. "É um problema que existe em países desenvolvidos também, onde são roubadas cargas de alto valor".
Romeu Luft declara que no Brasil esse tipo de crime está crescendo porque o receptador de carga tem muita facilidade para revender a mercadoria, pois não há fiscalização da procedência do produto e nem controle de nota fiscal. "Nos países desenvolvidos, já é mais dífícil o receptador revender o produto roubado", declara.
De acordo com estatísticas do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), de janeiro a outubro deste ano as transportadoras tiveram prejuízo de R$ 118,5 milhões com o roubo de mercadorias. Nos primeiros dez meses de 1999, o número de roubo de cargas no Estado de São Paulo cresceu 51% em relação a igual período de 1998. Foram 1.625 ocorrências registradas de janeiro a outubro de 1999, contra 1.077 nos mesmos meses de 1998. O número de casos aumentou, mas o valor dos prejuízos diminuiu 4,2%, pois as transportadoras agora dividem a mercadoria transportada em maior número de veículos.

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