Detroit, Michigan, 12 (AE) - A direção mundial da DaimlerChrysler confirmou a nomeação do presidente da Mercedes-Benz do Brasil, Ben van Schaik, para o cargo de chefe geral das operações da companhia na América Latina. Ele acumulará a nova função com a presidência da DaimlerChrysler do Brasil. A reorganização das operações da alemã Daimler e da americana Chrysler, que se juntaram na DaimlerChrysler, passa agora pela América Latina. A companhia anunciou durante o North American International Auto Show (NAIAS), o salão de Detroit, a lista dos executivos escalados para os negócios na região.
Na Argentina, a direção da DaimlerChrysler estará a cargo de um executivo da Chrysler: Jonathan Holcomb, que era diretor de planejamento e estratégia de integração mundial. Também é da Chrysler o executivo que cuidará dos negócios da companhia na Venezuela: Bob Frank. Também se reportará a Schaik o responsável por vendas, marketing das marcas Chrysler, Jeep e Dodge na América Latina - Mike Jacobs. A América Latina completará, portanto, este ano, mais uma etapa do trabalho de sinergia da fusão dos grupos Daimler e Chrysler, feita em maio de 1998.
Mercado - Ben van Schaik disse que a meta de atingir um mercado de 2 milhões de veículos no Brasil - inicialmente projetada pela indústria para o ano 2000 - poderá ser alcançada somente em 2006. A projeção não foi alcançada por consequência das crises asiática e russa e ainda da desvalorização do real. No ano passado foram vendidos 1,252 milhão de veículos no Brasil
18,37% menos do que em 1998.
No ano passado, as vendas do grupo Chrysler na América Latina caíram 24%, num total de 37.400 veículos. Durante o discurso da nomeação do board DaimlerChrysler na América Latina, o vice-presidente executivo de vendas e marketing do grupo Chrysler, Ted Cunningham, citou a desvalorização do real e a instabilidade geral do mercado como causa da queda de mercado no Mercosul.
"Diante da volatilidade que tivemos no período 1998-1999, qualquer executivo reluta em prever o que vai acontecer este ano. Muito depende de fatores fora do nosso controle, como eleições e políticas econômicas. Mas se os analistas estiverem certos 2000 será um ano de recuperação da indústria automotiva, especialmente no segundo semestre", destacou Cunningham. Ele também citou a necessidade de acordo para o regime automotivo do Mercosul como fator importante para o desenvolvimento do setor na região.