Presidente da Itália visita as cataratas
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domingo, 14 de maio de 2000
Guilherme Gouveia De Foz do Iguaçu Especial para a Folha 
Extraordinário, um espetáculo único, foram as palavras do presidente da Itália, Carlo Azeglio Ciampi, que esteve ontem contemplando as maravilhas das Cataratas do Iguaçu. Durante quase duas horas a delegação italiana, formada por cerca de 25 pessoas entre jornalistas, seguranças e secretários de Estado, percorreu todo trajeto das passarelas. Ciampi chegou ao País na quarta-feira passada para uma visita de Estado e já esteve nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
Quem se mostrou mais empolgada com o encontro foi a embaixatriz do Brasil na Itália, Lúcia Flecha de Lima. Ela estava em companhia de seu marido, o embaixador Paulo de Tarso Flecha de Lima. Estamos aqui para uma visita de Estado e as cataratas não podiam ficar de fora. Já combinei com o governador Jaime Lerner de voltarmos para assistir esse espetáculo com lua, diz.
Lúcia fez questão de enfatizar as qualidades do presidente italiano. Ele tem uma formação econômica muito forte pois foi até presidente da Banca de Roma. Ele não é um político. Ela se referiu à forte atuação econômica do presidente no cenário da comunidade européia.
Para a visita, um forte esquema de segurança foi montado. Além dos guarda-costas pessoais, a Polícia Federal brasileira disponibilizou 20 homens para a operação. A Polícia Militar Florestal também participou com dez policiais que trabalharam no isolamento do estacionamento e no acompanhamento da comitiva.
Ontem, toda a delegação participou de um almoço no Hotel das Cataratas, em que estiveram presentes algumas lideranças municipais, como o prefeito de Foz, Henri Daijó. Estava programado para à 16 horas, o embarque no avião da Força Aérea Italiana que iria direto para Roma, capital daquele país.
O governador do Paraná, Jaime Lerner (PFL), também esteve presente e disse ser uma honra a presença do presidente no Paraná. Mas ele não quis comentar nada sobre sua viagem para os Estados Unidos e nem sobre a possibilidade de a vice-governadora Emília Belinati (PTB) - investigada pelo Ministério Público de Londrina por suspeita de ter recebido dinheiro desviado dos cofres públicos - assumir o governo.


