Curitiba - O presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Valdi Camarcio Bezerra, disse ontem em Curitiba que não acredita que a epidemia de dengue deva atingir índices mais altos e matar mais pessoas nos próximos 20 anos, como disseram médicos que participaram de um simpósio recentemente no Rio de Janeiro. Segundo o presidente da Funasa, houve uma redução significativa, nos primeiros meses de 2003, nos índices de dengue em vários estados do país. Bezerra prevê uma diminuição de no mínimo 50% no Paraná.
O presidente da Funasa, que esteve ontem na Capital para a posse do novo coordenador regional do órgão, Sérgio Medeiros de Albuquerque, acredita que campanhas frequentes não são suficientes para combater a dengue. Para Bezerra, seria necessária uma campanha permanente para reduzir a incidência da doença. ''O Comitê Nacional Permanente de Combate a Dengue foi um grande passo dado rumo ao controle da epidemia, já que não podemos erradicá-la'', ressaltou. O comitê foi fundado no final do ano passado, e, segundo o presidente da Funasa, alguns estados e municípios já possuem seu próprio comitê.
Bezerra informou que as principais metas da Funasa são ações de melhoria ao serviço de saneamento básico e a promoção da saúde indígena. O coordenador regional da Funasa defendeu a valorização dos recursos humanos da instituição e a continuidade de parcerias com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Cossems), a Sanepar, as autarquias municipais de água e esgoto, entre outros órgãos, com o objetivo de implementar ações para a melhoria da qualidade de vida da população. Outra meta é a a modernização dos controles administrativos, dando ênfase ao Programa de Qualidade no Seviço Público (PQSP).

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