Presidente da Fifa quer o fim do boicote asiático à Copa de 2002
Zurique, 26 (AE-AP) - O suíço Joseph Blatter, presidente da Fifa, disse hoje no escritório central da entidade, em Zurique, que dentro de algumas semanas vai reunir-se com o presidente da Confederação Asiática de Futebol (CAF), o sultão Ahmad Shah, para pôr um fim definitivo à ameaça de boicote das seleções asiáticas às eliminatórias da Copa de 2002. O problema surgiu no ano passado, após a Fifa recusar o pedido da CAF de obter mais uma vaga na competição.
Atualmente, a ásia tem quatro vagas, mas duas delas já têm dono: são do Japão e da Coréia do Sul, que estão organizando o Mundial. Assim, as outras 43 seleções do continente disputariam apenas duas vagas. Há um mês, a Fifa sugeriu que a quinta vaga asiática fosse disputada em uma repescagem, contra o 14.º colocado da eliminatória européia ou o 5.º da América do Sul. A Confederação Sul-Americana reclamou e a Asiática não aceitou.
Hoje, representando a Fifa, Blatter firmou um acordo com as confederações organizadoras da Copa estabelecendo a estrutura original do torneio e disse que a atitude da Confederação Asiática viola os estatutos da entidade. "A solução do problema deve ser encontrada antes da reunião do Comitê Executivo, marcada para os dias 1.º e 2 de outubro, em Kuala Lumpur", afirmou.
"Não haverá boicote nenhum", afirmou Blatter. Segundo o dirigente, seria ridículo um boicote asiático na primeira Copa da ásia. "Uma equipe que abandona a partida antes do seu início nunca poderá ganhá-la."
Blatter declarou também que já tem uma nova proposta para oferecer aos asiáticos, mas preferiu não fazer mais comentários . O secretário-geral da Confederação Asiática, Peter Velapan, foi cauteloso e disse que a definição dos dirigentes asiáticos só deverá ocorrer mesmo em outubro.
2006 - Os dirigentes sul-africanos e marroquinos decidiram que vão realizar um encontro com o intuito de evitar o choque de candidaturas para a realização da Copa de 2006. O presidente da Confederação Africana, Issa Hayatou, disse que os dois países devem evitar a divisão dos votos africanos para ganhar a disputa contra Inglaterra, Brasil e Alemanha. O organizador da campanha, Danny Jordaan, declarou que as negociações devem ocorrer dentro de algumas semanas.





