Presidente da Feema diz que mancha de óleo é muito grande
Após sobrevoar a região afetada pelo vazamento de óleo na bacia de Campos, o presidente da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), Axel Grael, disse considerar muito grande a mancha de óleo. Segundo ele, a mancha atingia, às 18 horas de ontem, cerca de 42 quilômetros quadrados.
Grael afirmou que no sobrevôo constatou a precariedade do esquema antipoluição montado pela Petrobras na área onde ocorreu o vazamento. Ele disse ter determinado à Petrobras que fosse montado o mais rápido possível um esquema pelo menos quatro vezes maior que o organizado pela estatal.
O esquema visto do alto por Grael se limitava a duas embarcações e a 600m de barreiras de contenção de óleo. Achamos insuficiente esse esquema e determinamos que ele seja, no mínimo, quatro vezes maior, disse Grael.
Segundo ele, a mancha não deve atingir as praias do litoral norte do Estado do Rio, uma vez que a corrente marítima está levando o óleo para longe da costa. A tendência é a mancha se dispersar no oceano, afirmou.
Grael sobrevoou a bacia de Campos acompanhado de dirigentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). (A.F.)





