Brasília, 12 (AE) - O presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, não afastou a possibilidade de repetição do blecaute. "Risco de apagão existe permanentemente em qualquer sistema deste porte", afirmou Sampaio. Segundo ele, ocorrem casos semelhantes nos Estados Unidos.
De acordo com o governo a queda da energia teve inicio as 22h16 da quinta-feira, atingindo dez Estados, além do Distrito Federal. O corte de energia comprometeu o fornecimento de energia na regiões Sul, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além do Mato Grosso do Sul. A queda de energia também afetou em menor escala Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal.
Corte - Segundo o presidente da Eletrobrás, no momento em que ocorreu o blecaute foram cortados o equivalente 22 mil megawatts, ou 34% da capacidade de geração de energia do País. A ocorrência começou com os desligamentos das linhas de transmissão entre Foz do Iguaçu e Ibiúna (SP) e Foz do Iguaçu/Ivaiporã (PR)/Tijuco Preto (SP). A partir daí o desligamento se estendeu pelas linhas de transmissão das regiões Sul/Sudeste/Centro-Oeste e pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp), por Furnas e por Angra I.
Logo cedo, o ministério já havia descartado a hipótese de sabotagem nas linhas de transmissão, como ocorreu em setembro passado, quando explodiram duas bombas entre Foz do Iguaçu e Ivaiporã. "Se houvesse sabotagem teriam sido destruídas uma ou duas torres", disse o ministro Rodolpho Tourinho. "Isto não ocorreu por que o sistema voltou a funcionar normalmente."
A origem do fenômeno não foi identificada. Para tentar descobrir a origem do problema, o ministro Tourinho reuniu-se pela manhã com os presidentes da Eletrobrás e de Furnas, além dos diretores-gerais da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Mário Abdo e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Mário Santos. .

mockup