Presidente da CPI diz que pode fazer diligência no TJ do MT
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domingo, 12 de setembro de 1999
Por Gilse Guedes 
Brasília, 13 (AE) - O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário, senador Ramez Tebet (PMDB-MS), disse hoje que poderão ser feitas diligências no Tribunal de Justiça (TJ) do Mato Grosso para recolher provas necessárias às investigações das denúncias apresentadas pelo juiz Leopoldino Marques do Amaral. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Reginaldo de Castro, defendeu, depois de se reunir com o senador, a autorização, pelos desembargadores envolvidos em irregularidades no TJ do Mato Grosso, da quebra do sigilo bancário das contas deles e das dos familiares para que o caso seja rapidamente solucionado.
"Eu acho que os integrantes do tribunal deveriam ampliar para algo mais concreto, como a abertura de suas contas", declarou Castro, referindo-se à carta de apoio às investigações enviada pelo presidente do TJ do Mato Grosso, Wandyr Clait Duarte. O dirigente da OAB cobrou ainda que seja aprovado pelo Congresso a criação do controle externo do Judiciário como forma de se reformular a Justiça no País. A entidade criou uma comissão para acompanhar as investigações.
Sobre a reunião da comissão a ser realizada amanhã (14), Tebet defendeu a aprovação pelos senadores da prorrogação dos trabalhos da CPI, marcada para terminar no dia 5. "Não há outra alternativa (sic)", disse o presidente da CPI. Para ele, a comissão tem poderes para investigar o caso, rebatendo a tese de que a CPI não pode apurar denúncias envolvendo tribunais estaduais por impedimentos constitucionais.
"Se há ramificações do caso com o narcotráfico - que é um crime federal -, a comissão tem poderes para apurar as denúncias", afirmou Tebet. "Além disso, temos o argumento de que o corpo do juiz foi encontrado no exterior", completou.


