Presidente da CPFL defende novo preço para o gás
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terça-feira, 10 de agosto de 1999
Por Milton F.da Rocha Filho 
São Paulo, 11 (AE) - É preciso que se discuta um novo preço para o gás no País e que ele contemple a possibilidade de novos investimentos, principalmente em usinas térmicas, alertou o presidente da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), Ronald Degen. "Estava tudo acertado com o governo, até protocolos de intenções foram assinados e, aí, Petrobras aumentou o preço do gás natural, inviabilizando os projetos."
É preciso que se tenha uma política definida para o gás no País, para que "os investidores não sejam surpreendidos", disse. Ele afirmou que o novo preço do gás, com um ajuste de 28 78% torna inviável o investimento, uma vez que, no custo de uma usina térmica, o gás representa de 50% a 60%; com o capital sendo o restante desse total.
Nos cálculos de Degen, o aumento de 28,78% representou um aumento nos custos do gás em 14,5%, tornando inviável completamente o investimento numa usina térmica.
Ele disse que, "no caso do gás natural, não dá para entender o aumento, já que ele está desvinculado do petróleo. No Brasil, o gás natural é um produto marginal, e não está ligado à inflação ou ao regime cambial. Em compensação, um ajuste dele tem influência séria sobre setores industriais variados, aumentando custos e inviabilizando projetos, como no caso das usinas térmicas".
Degen considera que, "mesmo com o valor normativo do gás em 57,20 reais o megawatt, o aumento de 28,78% inviabiliza os projetos de usinas térmicas". "Nós mesmos vamos aguardar decisões a respeito do assunto, já que estamos trabalhando em conjunto com outras empresas para implantar uma grande térmica na região da Grande Campinas".


