Presidente da Cosipa critica entraves ao setor
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quarta-feira, 18 de agosto de 1999
Por José Rodrigues 
Santos, SP, 18 (AE) - O presidente da Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa), Omar Silva Júnior, criticou hoje, ao defender reformas tributárias, fiscais e trabalhistas, os entraves que o setor vem enfrentando com os processos de "dumping", restrições às exportações e regime de cotas "que tentam frear a competitividade, da Argentina a China, da Europa aos Estados Unidos", disse.
Silva Júnior afirmou que além desses problemas externos, o setor enfrenta "barreiras de toda espécie ao crescimento, com impostos pesados, exigências fiscais e juros excessivamente altos". Tudo isso é agravado, segundo o empresário, pela exigência de investimentos contínuos para que seja mantido nível aceitável de competitividade. Como consequência dessa crise, destacou que a siderurgia nacional vem sofrendo sérios impactos nos últimos anos.
O presidente da Cosipa citou dados mostrando que no início dos anos 80 havia 32 siderúrgicas instaladas, que produziam 20,5 milhões de toneladas de aço bruto e empregavam 132 mil pessoas. No final do ano passado, a situação era bem diferente: 15 empresas produziam 26 milhões de toneladas de aço bruto com 63 mil empregos. Com a produção atual, o Brasil é o oitavo maior produtor mundial de aço bruto.
"A demanda interna representa cerca de metade de nossa capacidade e é preciso exportar os outros 50% para que as linhas sejam mantidas em operação contínua", disse Silva Júnior. Ele afirmou estar preocupado também com o crescente investimento estrangeiro no País. "Isso traz muitos benefícios, mas pode vir a ser um problema pois há uma desnacionalização profunda de vários setores da economia, como o sistema bancário, o telefônico e o de energia".


