Brasília, 28 - O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Moreira Ferreira (PFL-SP), disse há pouco, em entrevista coletiva, que o relatório do deputado Mussa Demes (PFL-PI) sobre a reforma tributária que deverá ser votado, a partir de 5 de outubro, pela comissão especial da Câmara que examina a matéria, atende em quase 90% as reivindicações do setor empresarial. Segundo Moreira Ferreira, a CNI não aceita a prorrogação da CPMF, nem mesmo a proposta intermediária que está sendo feita por alguns setores para que o recolhimento do tributo seja compensado no pagamento de outros impostos.
Sobre uma compensação para as perdas que os Estados teriam com a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e a consequente perda do ICMS, ele disse que já está sendo discutido com o relator um mecanismo de compensação para os Estados que terão maiores perdas, como é o caso de São Paulo.
O presidente da CNI insistiu em que a reforma tributária precisa ser aprovada pelo menos na Câmara, este ano, porque se isso não ocorrer, segundo ele, o assunto só voltará a entrar em pauta em 2003. Moreira Ferreira lembrou que a realização de eleições municipais no ano que vem e eleições presidenciais em 2002 inviabilizará qualquer tentativa de reforma no ano que vem, se ela não for aprovada na Câmara até 15 de novembro. "Se a Câmara aprovar, nós acreditamos que o Senado votará o assunto no início do ano que vem", afirmou.
Moreira Ferreira informou, também, que a entidade começa hoje a enviar a nova versão da cartilha sobre reforma tributária a todas as federações das indústrias, parlamentares, sindicatos e entidades de classe. O objetivo, segundo ele, é desencadear uma forte pressão sobre o Congresso para que aprove rapidamente a matéria.

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