Belo Horizonte, 7 (AE) - O presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Djalma Morais, voltou a defender a participação da empresa no leilão de privatização de Furnas. "Nós vamos entrar (no leilão), até agora não entendemos por que a nossa empresa não pode participar como sócia, até mesmo minoritária", questionou hoje o executivo, antes do início da terceira reunião do governador Itamar Franco com seu secretariado e presidentes de empresas estatais e autarquias.
O presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, afirmou ontem que a Cemig não poderá participar da privatização de Furnas. Segundo Sampaio, o edital de venda da empresa impedirá que a energética mineira entre no processo, já que ela ainda é uma estatal, com maioria do seu capital nas mãos do governo mineiro.
Djalma Morais insiste que o primeiro trabalho do governo mineiro será no sentido de impedir que ocorra a cisão de Furnas. A Cemig só iniciaria os estudos para viabilizar sua participação no leilão de Furnas caso esta primeira proposta do governador Itamar Franco não se concretize. Segundo Djalma, a participação da energética mineira no leilão poderia se dar através da associação com um ou mais grupos empresariais, deixando a Cemig como minoritária.

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