São Paulo, 27 (AE) - O presidente da Câmara de São Paulo
Armando Mellão (PMDB), garantiu hoje que vai defender a criação da comissão processante (CP), e votar pela criação dela, que irá analisar o pedido de impeachment do prefeito Celso Pitta (PTN), a ser pedido amanhã (28) pela secção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Mellão confirmou também que, quarta-feira (29), o parecer estará à disposição dos vereadores para a formação de uma comissão especial. Essa comissão, composta por sete vereadores, será o primeiro passo para a apreciação do pedido de impeachement do prefeito na Câmara.
Na sexta-feira (31), Mellão reiteirou por diversas vezes que seguiria a orientação do partido com relação ao pedido de impeachment. Hoje, dizendo que falava no próprio nome, o presidente da Câmara mudou de opinião. "No fim de semana, refleti muito a respeito do vexame e da situação contrangedora que a cidade de São Paulo viveu durante dois dias sem prefeito"
disse. "Para que isso não se repita, sou favorável à criação da comissão processante", acrescentou.
Para Mellão, foi "lamentável saber que o prefeito fugiu pela porta dos fundos do Palácio das Indústrias para escapar do oficial de Justiça".
Ele entende que Pitta deveria "encarar o problema de frente (sic), e não fugir". Mellão ressaltou que não sabe se a concessão da liminar afastando Pitta do cargo era correta ou não. "Ele deveria enfrentar o problema da Justiça, interpondo recursos, mas preferiu não dar satisfação à opinião pública e a seus eleitores", afirmou.
Com relação à criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI), o vereador disse ser contra. "Pois a CPI, ao invés de se tornar um instrumento de investigação, teria seu trabalho desvirtuado, tornando-se, num ano eleitoral, um debate político-partidário."
A respeito de denúncia feita por um funcionário da Câmara ao Ministério Público do Estado (MPE) de que teria contribuido para um caixa para que fosse eleito presidente da Mesa Diretora, o vereador afirmou: "Ele não deve ser funcionário da Câmara, ele deve ser funcionário do gabinete do deputado Conte Lopes (PPB)." Na opinião de Mellão, "isso é coisa típica do Conte".
O vereador explicou que a escolha da Mesa foi feita por um acordo pluripartidário. "A prova disso é que a mesa é composta até por vereadores da oposição, como do PC do B, PT, PSDB, além do PMDB, PPB, PL, PDT e PFL." Mellão destacou ainda que, "durante 11 meses, sua vida foi virada do avesso pela polícia, que não encontrou nada contra".
Ele afirmou que tudo é mentira e disse: "Estou no cargo há quase um ano e meio; por que só agora esse funcionário decidiu fazer a denúncia?"

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