Presidente da BM&F inicia depoimento na CPI
Brasília, 6 (AE) - O presidente da BM&F, Manoel Félix Cintra Neto, iniciou há pouco seu depoimento na CPI dos Bancos. Ele abriu seu depoimento afirmando que a principal mercadoria da bolsa é a credibilidade. Cintra Neto disse que uma instituição como a deles precisa de seriedade, competência e transparência. Ele ressaltou, no entanto, que a BM&F só não tem transparência nas informações relacionadas à lei de sigilo bancário. Cintra Neto informou que, visando essa transparência, encaminhou ofício ao presidente da CPI para que todos os diretores da instituição pudessem comparecer à comissão para facilitar o detalhamento das respostas.
Segundo o presidente interino da CPI, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF), os depoimentos dos seis reoresentantes da BM&F serão tomados todos ao mesmo tempo. Para o senador, o fundamental é saber hoje dos depoentes por que dois bancos operavam na BM&F com uma alavancagem muito superior às garantias; por que a BM&F não executou as garantias; quais os limites de responsabilidade da BM&F e, por último, qual a relação da BM&F com o Banco Central que levou ao episódio da elaboração da carta enviada à autoridade monetária que alerta sobre os riscos de crise sistêmica.
Arruda enfatizou ainda que na próxima semana a CPI terá uma ação de "menos discurso e mais trabalho". Ele disse que na terça-feira, às 18 horas, a comissão vai ouvir o depoimento do ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Demósthenes Madureira de Pinho Neto, às 18 horas. Na quinta-feira haverá dois depoimentos: às 10 horas, o ex- controlador do banco Marka, Salvatore Cacciola e às 15 horas, Luiz Antonio Gonçalves do FonteCindam.





