Brasília, 6 (AE) - O presidente da BM&F, Manoel Felix Cintra Neto, está fazendo, neste momento, na CPI do Sistema Financeiro uma exposição sobre o funcionamento da bolsa e o seu papel no mercado financeiro brasileiro. Com uma linguagem didática, o presidente da BM&F falou dos tipos de contratos negociados na bolsa (futuros, opções e swap). Segundo ele, todos os contratos negociados pela bolsa visam a proteção do investidor (hedge) para diminuir o risco dos vários agentes financeiros.
Cintra Neto disse que na Bolsa de Mercadorias e Futuros há uma transferência de risco. "Ao contrário de um cassino, o risco não é criado na bolsa", afirmou. Ele afirmou ainda que a história da BM&F se confunde com a história econômica recente brasileira, com os planos econômicos implementados durante esse período. Segundo Cintra Neto, ao longo dos 14 anos da BM&F, a instituição tem tido um papel importante no mercado financeiro para torná-lo "não tão instável, equilibrando as relações".
Solidariedade - Cintra Neto afirmou que é solidário a todos os atos do ex-superintendente da bolsa, Dorival Rodrigues Alves, que morreu no início de abril. O ex-superintendente geral assinou a carta da BM&F ao Banco Central, alertando para risco sistêmico. Cintra Neto fez a afirmação em resposta à pergunta do relator da CPI, João Alberto (PMDB-MA). O presidente trouxe relatório médico e todas as suas correpondências de 11 de janeiro a 29 de março, quando ele se afastou da BM&F por motivo de saúde.
O relator quis saber qual o relacionamento da BM&F com o BC. O presidente da BM&F respondeu que todos os contratos da BM&F têm que ser aprovados pelo BC e que toda a auto-regulação feita pela BM&F é reportada ao Banco Central. Edemir Pinto, atual superintendente geral da BM&F, disse que o BC tem acesso a todos os dados dos clientes que operam na bolsa e que a BM&F envia todos os dias relatórios sobre suas operações ao BC. Ele disse ainda que todos têm limites de concentração de mercado. No caso de câmbio, o limite é de 15% por cliente.

mockup