São Paulo, 19 (AE) - O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto
confirmou ter recebido do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Clóvis Carvalho, a informação de que o acordo automotivo emergencial não será renovado. O dirigente disse que agora cada montadora é que vai decidir qual será o reajuste nos preços dos carros.
Pinheiro Neto disse que sentiu o ministro interessado, no entanto, em criar o mais rápido possível o programa de renovação da frota, que criaria demanda adicional. Segundo o presidente da Anfavea, a indústria tem sofrido pressões de custos. Mas garantiu que cada montadora utilizará a estratégia que achar mais conveniente para repassar ou não esses custos para os preços. Para ele, os fabricantes poderão optar por repassar apenas a elevação do imposto.
Cada ponto percentual a mais nas alíquotas de IPI representa aumento equivalente no preço final. O IPI do carro popular vai passar de 7% para 10% e os dos modelos populares de 20% para 25% e 30%. Em São Paulo, o aumento do ICMS de 9,5% para 12% vai adicionar impacto de 3,5% no preço final.
México - Os dirigentes da Anfavea estiveram no México esta semana numa reunião com os representantes da indústria automotiva daquele país para discutir um acordo bilateral. A indústria automobilística brasileira quer criar novos acordos de intercâmbio para aumentar as exportações. A idéia é fazer o troca de veículos e outros produtos sem Imposto de Importação.
Os representantes das montadoras no Brasil já estiveram com os chilenos e vão ainda para Venezuela e áfrica do Sul. Segundo Pinheiro Neto, a negociação com o México foi fácil porque grande parte das montadoras instaladas no Brasil tem subsidiárias naquele país.

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