Presidente critica greve de fome
Agência Estado
O presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem em Santiago do Chile que a greve de fome dos sequestradores do empresário Abílio Diniz e de seus familiares, nos países de origem, não o sensibiliza e que essa atitude pode prejudicar os presos. Dificulta gestões no sentido de uma possível continuidade da pena nos países de origem, disse.
Segundo FHC, se todos os prisioneiros fizessem greve de fome e o governo fosse obrigado a soltá-los, não haveria mais lei. O presidente disse que o Brasil está procurando caminhos legais de transferência dos presos porque eles já cumpriram mais de oito anos de prisão.
Ele lembrou que na sexta-feira, durante encontro com o primeiro-ministro do Canadá, Jean Chrétien, este lhe disse que o acordo de troca de presos com seu país foi um gesto corajoso. FHC afirmou que apesar da resistência da opinião pública à transferência dos presos, o Estado não pode ficar submetido a uma opinião momentânea.
O acordo com o Canadá deverá resultar na transferência de Christine Lamont e David Spencer, cidadãos do Canadá que, ao lado de chilenos, argentinos e um brasileiro, sequestraram o empresário Abílio Diniz em 1989. Um acordo semelhante poderá ser feito entre o Brasil, o Chile e a Argentina, para a transferência dos presos destes países.





