Caracas, 26 (AE-REUTERS) - Um plano econômico que reduza a inflação, diminua o desemprego e saneie as finanças públicas. Esta é a promessa do presidente Hugo Chávez, da Venezuela, para quem a economia do país é "terrível e catastrófica". Num discurso de três horas à população, o presidente pediu o apoio de todos os setores para seu propósito.
Os números apresentados pelo presidente não deixam dúvidas: nos últimos 20 anos a economia vem decrescendo a uma média de 1% anual, a inflação já superou os 30% médios na última década e a Venezuela é atualmente um país castigado pelo peso da sua dívida externa. Sua meta é manter a inflação em patamares de 20% a 24% este ano e entre 10% e 15% no ano 2000. No ano passado
a inflação ficou em 29,9%.
O presidente também disse que quer buscar, junto com o setor privado, acordos que contribuam para diminuir o desemprego. Seu intento também é o de sanear as finanças públicas, enquanto buscará consenso no sentido de refinanciar a dívida externa que, atualmente, consome cerca de 40% do orçamento anual.
Para o mandatário venezuelano, o desemprego deve cair a 12% este ano. Atualmente está em 15%. Estudos do Escritório Central de Estatísticas e Informática (Ocei), a desocupação fechou 98 em 11%. Chávez quer que seu governo fomente investimentos públicos e privados que gerem 110 mil novos postos de trabalho diretos e indiretos. Ele garantiu que um plano, neste sentido, será apresentado no próximo dia 10 de abril.
Pela primeira vez, desde que assumiu o poder em 2 de fevereiro, Chávez falou em privatização. Segundo ele, devem ser privatizadas empresas produtoras de alumínio, as companhias regionais de distribuição de eletricidade e de turismo. O propósito seria o de obter recursos para paliar o déficit fiscal
atualmente em US$ 9 bilhões, ou 9% do PIB.
O presidente explicou que espera, para por seu plano em marcha, que o Congresso aprove um decreto que lhe permita aumentar os impostos, cortar gastos do Estado e tornar a administração pública mais eficiente. Uma das estratégias do presidente Chávez seria reduzir o número de ministérios, juntar alguns organismos do Estado, refinanciar parte da dívida externa
reduzir gastos públicos, tornar a burocracia mais ágil e aumentar renda com mais impostos.

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