Presas suspeitas de movimentar tráfico de drogas em Londrina
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terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Viviani Costa Reportagem Local 
Londrina Mais de 280 porções de cocaína, 118 frascos de lança-perfume, 24 micropontos de LSD, celulares, duas motos e, aproximadamente, R$ 2 mil em dinheiro foram apreendidos na manhã desta segunda-feira durante a operação que resultou na prisão de cinco mulheres acusadas de envolvimento com o tráfico de drogas. As substâncias foram encontradas na casa das irmãs Carolina e Camila Noda Pereira, investigadas por aliciar adolescentes para a compra e venda dos produtos.
A Polícia Civil começou a desvendar a atuação do grupo há seis meses quando foi informada que dois presos comandavam o tráfico de drogas de dentro da cadeia. Cristiano da Silva, de 25 anos, e André Junior dos Santos, de 34, eram representados pelas companheiras Carolina e Camila. Além das irmãs, foram presas Franciele Souza da Silva Carvalho, de 22, Fernanda Regiane Vieira, de 26, e Ingrid Garcia dos Santos, de 19. Esta última chegou a repassar o nome da irmã mais nova para tentar reduzir a punição.
Mais de 15 policiais foram mobilizados para cumprir os mandados de prisão. Fotos de uma das mulheres com uma arma na mão, documentos e equipamentos utilizados na separação das porções de drogas foram apreendidos na casa das irmãs no Conjunto Luiz de Sá, zona norte de Londrina.
O delegado Willian Douglas Soares, que comandou a operação, explicou que outras integrantes do grupo já foram presas e apreendidas durante a investigação. Uma das adolescentes foi identificada enquanto transportava 15 litros de lança-perfume. O produto obtido na cidade de São Paulo seria trazido para Londrina. Na ocasião, Camila Noda Pereira, que estaria junto com a adolescente, conseguiu despistar a polícia.
As mulheres passaram a comandar o tráfico após a prisão dos dois rapazes. "Elas utilizavam a conta bancária de uma adolescente para movimentar o dinheiro. Em uma das apreensões, quem estava na posse da senha e do cartão bancário era Carolina", afirmou o delegado. Todas as mulheres já possuíam passagens pela polícia. André Junior dos Santos cumpre pena por ter participado do crime que resultou na morte de um agente penitenciário em 2008.


