Curitiba - A Capital paranaense está sediando o 1º Seminário Regional de Política Criminal e Penitenciária, realizado pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP). O evento termina hoje e já rendeu bons frutos ao Paraná. Ontem à tarde, foi assinado, no Palácio das Araucárias, um termo de cooperação para a prevenção e tratamento de câncer de mama e de câncer do colo do útero, além de exames preventivos, às presas do Estado. A iniciativa partiu do Conselho Nacional de Justiça, Rede Feminina Nacional de Combate ao Câncer, em parceria com o governo estadual.
Segundo a secretária de Estado da Justiça e Cidadania, Maria Tereza Uille Gomes, as 2 mil presas do Paraná precisam de mais atenção médica, por isso foi firmada essa parceria. Os trabalhos serão iniciados em Foz do Iguaçu, por ser considerada uma cidade com índice grande de violência devido à Tríplice Fronteira. Em Curitiba já existe essa experiência com as detentas, agora o objetivo é chegar a todo o interior do Estado.
Na ocasião, o governador Beto Richa também assumiu o compromisso de reestruturar a Cadeia Pública Laudemir Neves, em Foz do Iguaçu, nos próximos seis meses. A secretária acrescentou que o prefeito de Londrina, Barbosa Neto, esteve presente no evento e se comprometeu a doar um terreno próximo ao 2º Distrito Policial. ''Com essa iniciativa, nós poderemos construir uma unidade de regime semi-aberto, com 330 vagas e, dessa forma, poderemos desafogar as celas do 2º Distrito'', disse Tereza, ao afirmar que até o final deste mês 50 presos que estão nessa unidade serão transferidos para presídios da Capital e do Interior.
Para tentar amenizar o caos do sistema prisional do Paraná, Tereza afirmou que em seis meses serão entregues a penitenciária de Cruzeiro do Oeste (120 vagas); Penitenciária Central do Estado (mil vagas), em Piraquara; e o regime semi-aberto (660 vagas), em Maringá.

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